Borba, Mariana Lustoza da Silva2026-01-072026-01-072025https://repositorio.fespsp.org.br/handle/123456789/572Existe uma lacuna de dados nas investigações focadas no espaço urbano da cidade de São Paulo quando pensamos a catalogação, mapeamento temático e registros sistematizados a respeito da territorialidade das hortas urbanas periféricas na cidade de São Paulo. Ao pensar nos terrenos devolutos ocupados com objetivo de ali estabelecer produções agroecológicas, é notória a primazia do trabalho das mulheres, quando inseridas em movimentos sociais, no trabalho junto à terra. Ao entender estes estabelecimentos produtores de alimentos como expressão de um pensamento social amplo que busca, entre outras motivações, o direito ao bem-viver, à soberania alimentar, à autonomia territorial e o direito à cidade, interpretaremos os fenômenos e processos à luz dos conceitos de espaço relacional, espaço generificado e sumak kawsay para catalogar e mapear as hortas urbanas populares e comunitárias a fim de compreender as territorialidades de cada horta comunitária, o reconhecimento como espaço produtivo de alimentos, os potenciais pedagógicos e andragógicos mediados pelo pensamento educativo presente nos processos de existência das hortas, bem como as práticas de gestão ambiental, autogestão e economia popular praticadas e lideradas pelas mulheres nestes locais férteis em ações, que funcionam no sentido contrário de um espaço urbano cada vez mais impermeabilizado, excludente e vertical.espaçomovimentos sociaisagroecologia urbanagêneroAgroecologia, substantitvo feminino: o espaço das mulheres nas hortas urbanas em terrenos ocupados nas periferias de São PauloArtigo