Brito, Carla Monize Almeida2026-01-082026-01-082025https://repositorio.fespsp.org.br/handle/123456789/574Este artigo se dispõe a fazer o debate sobre o funk como uma prática cultural que transcende a música e se afirma como forma de resistência social, política e territorial nas periferias urbanas. Visto que ao ocupar ruas, praças e vielas, os bailes constroem identidades juvenis, fortalecem vínculos comunitários e reivindicam o direito à cidade enquanto apropriação simbólica e política do espaço urbano. A análise busca evidenciar a inventividade periférica na criação de sociabilidades, circuitos econômicos próprios e estratégias de autoproteção cultural, mesmo diante de políticas urbanas que reforçam a segregação e criminalizam manifestações culturais. Além disso, o artigo discute como o funk configura-se como fenômeno multifacetado que desafia estigmas, amplia formas de participação cidadã e aponta para a necessidade de políticas públicas que reconheçam e valorizem práticas culturais periféricasbaile funkterritóriodireito à cidadeO “baile” como disputa de territorialidade: o funk como agente do direito à cidadeArtigo