Navegando por Assunto "juventudes"
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Item Juventudes em perspectiva: uma análise a partir dos sentidos atribuídos às juventudes nas ações governamentais brasileiras atuais(2025) Albino, Ana Carolina dos Santos; Malfitano, Ana Paula SerrataHistoricamente, as políticas dirigidas aos jovens no Brasil foram fundamentadas por diversos paradigmas, marcados por visões de tutela e homogeneização que associavam a juventude sobretudo à vulnerabilidade, à delinquência ou à preparação para a vida adulta. Contudo, nas últimas décadas, observa-se um importante avanço: o reconhecimento das juventudes enquanto grupo heterogêneo, sujeito de direitos, ativo e de importante participação social. Esse processo teve como um de seus marcos a criação da Secretaria Nacional de Juventude, em 2005, que consolidou a compreensão da juventude como público específico, com demandas e questões próprias a serem consideradas nas políticas públicas. A partir disso, este estudo, através das lentes da terapia ocupacional social, propôs-se a analisar os sentidos atribuídos às juventudes nas ações governamentais brasileiras atuais, bem como as percepções que os próprios jovens têm sobre si e suas realidades. Para isso, foram realizadas duas etapas: análise temática das iniciativas de políticas e projetos vigentes em nível nacional, que especificam suas ações para as juventudes; e a aplicação de um questionário semiaberto destinado aos jovens, disseminado via rede virtual. Os resultados apontam que, embora exista um esforço discursivo em direção ao reconhecimento de direitos, as ações permanecem fragmentadas, focalizadas e pouco conectadas ao cotidiano juvenil.Item Juventudes, trabalho e fabricação digital: análise da política pública 'Bolsa Trabalho’ na inserção de jovens em medida socioeducativa no mercado de trabalho(2025) Silva, Jady GabrielleEste artigo analisa a efetividade do Programa Bolsa Trabalho – Juventude, Trabalho e Fabricação Digital (JTFD) na inserção produtiva de jovens em cumprimento de medida socioeducativa na cidade de São Paulo. O estudo parte da compreensão de que esses jovens compõem uma juventude marcada por vulnerabilidades estruturais, especialmente desigualdades de classe, raça, território e escolarização, e que, portanto, demandam políticas públicas intersetoriais que garantam direitos e ampliem oportunidades. A metodologia envolveu análise quantitativa dos dados do programa referentes ao ano de 2024, combinada a uma reflexão qualitativa apoiada na experiência profissional da autora como gestora de políticas públicas. Os resultados mostram que o JTFD cumpre parte significativa de seus objetivos, como estimular o retorno à escola, democratizar o acesso à fabricação digital e à tecnologia, ampliar repertórios culturais e promover formação cidadã. Contudo, as taxas de evasão permanecem elevadas (52,94% no primeiro semestre e 56,82% no segundo), refletindo fragilidades estruturais que ultrapassam a capacidade da política, tais como instabilidade socioeconômica, racismo institucional, precarização do trabalho e rupturas no acompanhamento socioeducativo. Além disso, a ausência de indicadores sistematizados, dados públicos e mecanismos de monitoramento pós-programa impossibilita afirmar se há inserção produtiva consistente ou ocupação qualificada após a formação. Conclui-se que, embora o programa apresente avanços relevantes na promoção de direitos e na ampliação de perspectivas, a efetividade de seu objetivo central — a inserção produtiva — depende de aprimoramentos institucionais em monitoramento, avaliação e articulação intersetorial, fundamentais para enfrentar as desigualdades que permeiam a trajetória desses jovens.