Navegando por Assunto "neoliberalismo"
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Item A Igreja Universal do Reino de Deus, o espírito neoliberal e a violência estrutural no Brasil(2021) Palmeira, Cleire Thomaz; Barboza, Darlan PraxedesEste ensaio pretende analisar a relação existente entre o violento legado da escravidão, que estruturou a formação da sociedade brasileira, e as conexões desta formação histórica particular com o neoliberalismo e a sua face teológica, a “Teologia da Prosperidade”, difundida pela Igreja Universal do Reino de Deus. Serão abordadas questões tais como o racismo, a violência e o patriarcalismo, produtos desse processo histórico, assim como as raízes históricas da desigualdade social, aspecto mais visível desse processo histórico de formação, e a mudança no campo da mentalidade necessária à construção de novos sujeitos políticos, que deixam de pensar em arranjos coletivos para agarrarem-se a um individualismo que os culpabiliza pelo fracasso e faz do fiel evangélico iurdiano um “sócio de Deus” na luta pelo “sucesso”. Para tanto, o presente ensaio se inscreve em uma perspectiva transdisciplinar, dialogando com diferentes áreas do conhecimento, a fim de apreender aspectos decisivos do complexo processo de formação da sociedade e do capitalismo à brasileira, conferindo especial ênfase à contribuição religiosa (o neopentecostalismo) como conformadora de um espírito empreendedor ou, ainda, neoliberal.Item Redemocratização ou transição? Uma análise sobre a década que construiu a institucionalidade da Nova República (1979-1988) à luz de grandes pensadores brasileiros do século XX(2025) Muñoz, Daniel AzevedoEste artigo debate o conceito de redemocratização – comumente utilizado para descrever o período entre o final do projeto “nacionalista” da ditadura militar e a institucionalização da Nova República (1979-1988) – à luz dos pensamentos sobre a construção de uma sociedade nacional e/ou capitalista, incorporando as bases do conceito de democracia que surgem a partir de uma análise das obras de sociologia política e dos teóricos das relações internacionais, considerando especialmente às críticas possíveis às escolas ocidentais de fundamentação dos ditos padrões civilizatórios. Apresenta-se, em conjunto com a análise de documentos históricos sobre a construção de discursos e consensos na ascensão bate sobre as aptidões de tais termos e o contraponto de conceitualização que se apresenta através da perspectiva da sociologia brasileira. A metodologia inclui aspectos transdisciplinares e transnacionais e a interpretação da construção do pensamento do período através de fontes midiáticas, debates institucionais, acadêmicos e respostas de cunho nacional ou de classe às pressões internacionais do período. Contrasta-se a construção da nova institucionalidade brasileira com os motes deste período e a velha disputa entre as faces da burguesia nacional, descrita nas obras de Florestan Fernandes, considerando também as disputas de caráter econômico – entre as teorias de dependência, o liberalismo e os preceitos do desenvolvimentismo – e político – anticomunismo, neoliberalismo e apoio local ao imperialismo estadunidense. Compara-se também a situação brasileira com a vivida na dissolução de outros regimes ditatoriais de diversas partes do mundo ocidental no mesmo período – que também sofriam influência direta dos aspectos transnacionais apontados.