Navegando por Autor "Brito, Carla Monize Almeida"
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Item Da várzea à soberania: o futebol de várzea como potência para articular economia popular, identidade nacional e desenvolvimento(2025) Brito, Carla Monize AlmeidaO seguinte artigo propõe fazer uma discussão acerca do futebol de várzea como uma prática social que ultrapassa a dimensão esportiva ao articular economia popular, organização comunitária e resistência cultural nas periferias urbanas. Longe de se restringirem ao lazer, os campos de várzea funcionam como espaços de sociabilidade, aprendizagem, produção de identidades e exercício concreto da cidadania, mobilizando recursos coletivos e fortalecendo redes de solidariedade. À luz de autores como Furtado (2000), Sachs (2008), Santos (1996) e Lefebvre (2001), evidencia-se que a várzea opera como alternativa territorial e cultural ao modelo neoliberal excludente, promovendo autogestão, circulação econômica local e inovação social. Exemplos como o time da Marcone e a Fundão demonstram como iniciativas comunitárias integram identidade, economia e pertencimento, tornando o futebol de várzea um vetor de desenvolvimento local e soberania popular. Assim, compreender a várzea é reconhecer seu papel central como instrumento de inclusão social e transformação nos territórios periféricos.Item O “baile” como disputa de territorialidade: o funk como agente do direito à cidade(2025) Brito, Carla Monize AlmeidaEste artigo se dispõe a fazer o debate sobre o funk como uma prática cultural que transcende a música e se afirma como forma de resistência social, política e territorial nas periferias urbanas. Visto que ao ocupar ruas, praças e vielas, os bailes constroem identidades juvenis, fortalecem vínculos comunitários e reivindicam o direito à cidade enquanto apropriação simbólica e política do espaço urbano. A análise busca evidenciar a inventividade periférica na criação de sociabilidades, circuitos econômicos próprios e estratégias de autoproteção cultural, mesmo diante de políticas urbanas que reforçam a segregação e criminalizam manifestações culturais. Além disso, o artigo discute como o funk configura-se como fenômeno multifacetado que desafia estigmas, amplia formas de participação cidadã e aponta para a necessidade de políticas públicas que reconheçam e valorizem práticas culturais periféricas