Navegando por Assunto "desinformação"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de Ordenação
Item Fake news e as redes sociais online: disseminação de notícias falsas na internet(2022) Barbosa, Heloisa Lopes; Franco, Angela Halen ClaroConsiderando a necessidade de entender o porquê das redes sociais serem ambientes propício para a disseminação de fake news, objetiva-se a exposição do significado de desordem informacional (desinformação, informação incorreta e má informação) e fake news, a identificação das características das duas redes sociais mais acessada no Brasil (Facebook e YouTube), assim como mapear os recursos que fortalecem a disseminação de fake news nas redes sociais online. Para tanto procede se por pesquisa exploratória de caráter bibliográfico. Observamos que diversos mecanismos das redes sociais online oferecem facilidades para que as fake news sejam espalhadas no ambiente online. As interações nas redes sociais alimentam os algoritmos de inteligência artificial, para que dessa forma as páginas das redes sociais adquiram a personalização conforme o comportamento do usuário e o mantenha dentro de uma bolha de informações que são de seu interesse, o impossibilitando de consumir conteúdos que são contrários a sua ideia. Através disso podemos concluir que as redes sociais possuem mecanismos que facilitam a circulação de fake news nas redes sociais.Item Narrativas da extrema-direita sobre as enchentes no Rio Grande do Sul (2024): uma etnografia digital do grupo Direita Brasil no Telegram(2025) Brasílio, José Henrique LopesEste artigo apresenta uma análise netnográfica do grupo de extrema-direita "Direita Brasil" no Telegram, investigando a disputa de narrativas durante as enchentes no Rio Grande do Sul. Fundamentada nos conceitos de pós-verdade e na "fabricação de mundos" digitais (Bruno), a pesquisa combinou imersão ativa e análise de discurso para mapear como a tragédia climática foi politicamente ressignificada. Os resultados revelam a coexistência de dois arquétipos de negacionismo: o pseudocientífico/autoritário, que instrumentaliza credenciais acadêmicas para validar teorias conspiratórias globais (como a "nazi-ecologia"); e o moral/afetivo, que interpreta o desastre através de pânico moral e vieses de confirmação, transformando a crise ambiental em perseguição política ao agronegócio. A análise quantitativa de engajamento demonstrou que a economia da atenção no grupo privilegia afetos extremos — indignação, medo e escárnio —, consolidando "bolhas algorítmicas" (Parra) refratárias ao contraditório. Conclui-se que as interações no grupo mimetizam traços do "Fascismo Eterno" (Eco), onde a desinformação atua não apenas como distorção factual, mas como ferramenta de coesão identitária e radicalização, tornando o ecossistema impermeável a dados oficiais como os da crise climática.