Navegando por Assunto "ensino superior"
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Item Juventudes privadas de liberdade: possibilidade e desafios no ingresso do ensino superior(2025) Oliveira, Iara Silva Miranda de; Santana, Jessica MendesO artigo tem como objetivo refletir sobre a condição juvenil de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e sua relação com a educação nas unidades, com ênfase no direito à continuidade dos estudos e no acesso ao ensino superior. A análise parte da experiência da atividade extensionista “Da ponte pra cá: da Fundação CASA à USP”, originada em 2025 a partir de um projeto desenvolvido em uma disciplina do curso de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). A juventude não se constitui como uma categoria homogênea, mas é atravessada por desigualdades sociais, raciais e territoriais que incidem diretamente sobre o acesso a direitos e oportunidades, em especial, à educação superior. Nesse sentido, torna-se fundamental discutir a juventude em contexto de privação de liberdade, reconhecendo os múltiplos obstáculos estruturais enfrentados por esses sujeitos, como a precarização das políticas públicas, a estigmatização social e a ruptura de vínculos escolares, sem desconsiderar, contudo, seus projetos de vida, formas de resistência e potencialidades.Item Mulheres negras no ensino superior: ações afirmativas e disputas por reconhecimento(2025) Alves, Pâmella SilvaEste artigo discute, em perspectiva teórica, as políticas de ações afirmativas no ensino superior público e os efeitos que produzem nas trajetórias de mulheres negras universitárias, com ênfase na lei que instituiu o sistema de reserva de vagas nas instituições federais. Trata-se de um ensaio teórico ancorado em análise documental de marcos legais e em diálogo com literatura sobre movimento negro, ações afirmativas e feminismo negro; argumenta-se que a combinação entre recortes social e racial constitui condição fundamental para que essas políticas alcancem de forma efetiva a população negra. Ao tomar a categoria mulheres negras, especialmente aquelas de camadas populares e egressas da escola pública, como eixo analítico, o texto explicita como raça, gênero e condição social se entrecruzam na produção de barreiras de acesso, permanência e pertencimento no ensino superior. Discute-se, ainda, de modo mais geral, como o debate em torno da política de cotas tensiona instituições dotadas de autonomia, como é o caso de universidades estaduais, evidenciando ritmos e desenhos distintos de implementação das ações afirmativas. Conclui-se que tais políticas têm contribuído para redefinir relações de poder no campo educacional e para a emergência de novas epistemologias, mas permanecem insuficientes para enfrentar, sem uma perspectiva interseccional, as desigualdades específicas que atravessam as trajetórias de mulheres negras. Defende-se, por fim, a necessidade de aperfeiçoar as ações afirmativas articulando acesso, permanência e bem-estar, de modo a consolidar a universidade pública como espaço plural e comprometido com a justiça racial e de gênero