Navegando por Assunto "estigma"
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Item Moral sexual contemporânea do homem: semelhanças e diferenças cem anos depois(2021) Martins, Gabriel Borges; Alencar, RodrigoEste artigo tem o objetivo de abordar aspectos próprios à moral sexual contemporânea do homem, cujos ideais e estigmas têm consequências psíquicas análogas àquelas encontradas por Sigmund Freud em Moral sexual civilizada e neurose moderna. Buscamos identificar o que é um homem, utilizando as linguagens sociológicas e psicanalíticas, reconhecendo as diferenças de expectativas entre os gêneros, ou semblantes, e a moldagem das reações diante de seus desencontros. Recorrendo principalmente à representação da moral sexual nas mídias, tais como a publicidade e a indústria pornográfica, consideramos suas semelhanças e diferenças em relação ao século passado e discorremos, então, como a moral sexual civilizada contemporânea impõe sacrifícios psíquicos aos homens.Item Reconfigurando o caminho: entre metas, mídias e o cotidiano das pessoas vivendo com HIV/AIDS(2025) Verso, Lukas InOs primeiros registros de casos de HIV/AIDS no Brasil datam de mais de 40 anos. No início da epidemia, casos e óbitos foram amplamente expostos pela mídia, refletindo uma sociedade do espetáculo. A busca por um “paciente zero” estimulou o sensacionalismo e reforçou estigmas. A mídia e a ciência atribuíram esse título ao comissário canadense G.D., posteriormente retirado, revelando o caráter transnacional dos “corpos soropositivos”. A UNAIDS propõe metas e investimentos para conter a epidemia, mas, ainda que todas fossem atingidas, mais de oitocentas mil Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (PVHA) continuaríamos dependentes da terapia antirretroviral no Brasil. Além do acesso à testagem, assistência e medicamentos, é essencial uma atenção integral à saúde e à vida, especialmente para grupos em vulnerabilizações socioambientais. Notícias sobre uma possível “cura” do HIV/AIDS, geralmente ligadas a novas tecnologias como transplantes de medula óssea, são frequentemente midiatizadas de forma sensacionalista, criando expectativas controversas e, por vezes, cruéis. Diante de disputas, metas e números, é necessário repensar os paradigmas que orientam o enfrentamento da epidemia e buscar caminhos que reduzam o sofrimento envolvido. Proponho discutir essas questões também por meio de mídias alternativas — colagens, quadrinhos e zines — que retratam o cotidiano das PVHA: a relação constante com comprimidos, exames, receitas, filas e consultas. Esses elementos compõem a complexa “caixa-preta de pandora” do HIV/AIDS e da ciência-tecnologia.