GT 08 - Pensamento social e político brasileiro
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Item A sociologia e os sociólogos: um estudo sobre pensamento, papel e profissão na Escola de Sociologia e Política de São Paulo(2025) Fossatti, Augusto MouraEste artigo, produzido através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, pretende discutir a sociologia e os sociólogos a partir de um diálogo entre a literatura canônica da disciplina e a perspectiva contemporânea de professores e alunos da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, visando contribuir para o processo de desenvolvimento da autocompreensão e da autoconsciência sociológica, temas centrais na sociologia da sociologia e sociologia do conhecimento. Além disso, busca problematizar as diferentes maneiras de concepção da sociologia e do sociólogo em uma das instituições mais tradicionais na história da disciplina no país, cuja trajetória está interligada diretamente com a construção da ideia e identidade sociológicas brasileiras. Para tal, realizou-se uma revisão bibliográfica da produção histórica da sociologia nacional e internacional acerca das principais questões discutidas e, apartir disso, mobilizou-se categorias ideais-típicas para a construção e análise das entrevistas. Finalmente, refletiu-se acerca dos resultados obtidos através da comparação das entrevistas com a discussão teórica revisada e a história da instituição e da disciplina.Item Redemocratização ou transição? Uma análise sobre a década que construiu a institucionalidade da Nova República (1979-1988) à luz de grandes pensadores brasileiros do século XX(2025) Muñoz, Daniel AzevedoEste artigo debate o conceito de redemocratização – comumente utilizado para descrever o período entre o final do projeto “nacionalista” da ditadura militar e a institucionalização da Nova República (1979-1988) – à luz dos pensamentos sobre a construção de uma sociedade nacional e/ou capitalista, incorporando as bases do conceito de democracia que surgem a partir de uma análise das obras de sociologia política e dos teóricos das relações internacionais, considerando especialmente às críticas possíveis às escolas ocidentais de fundamentação dos ditos padrões civilizatórios. Apresenta-se, em conjunto com a análise de documentos históricos sobre a construção de discursos e consensos na ascensão bate sobre as aptidões de tais termos e o contraponto de conceitualização que se apresenta através da perspectiva da sociologia brasileira. A metodologia inclui aspectos transdisciplinares e transnacionais e a interpretação da construção do pensamento do período através de fontes midiáticas, debates institucionais, acadêmicos e respostas de cunho nacional ou de classe às pressões internacionais do período. Contrasta-se a construção da nova institucionalidade brasileira com os motes deste período e a velha disputa entre as faces da burguesia nacional, descrita nas obras de Florestan Fernandes, considerando também as disputas de caráter econômico – entre as teorias de dependência, o liberalismo e os preceitos do desenvolvimentismo – e político – anticomunismo, neoliberalismo e apoio local ao imperialismo estadunidense. Compara-se também a situação brasileira com a vivida na dissolução de outros regimes ditatoriais de diversas partes do mundo ocidental no mesmo período – que também sofriam influência direta dos aspectos transnacionais apontados.