GT 02 - Cidades e movimentos
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Item Favela pós-moderna: um estudo do contraste da favela Mário Cardim e o bairro da Vila Mariana(2025) Viveiros, Tiago Corrêa deA presente pesquisa constitui um estudo social sobre a realidade social da favela Mário Cardim, localizada na Vila Mariana, em São Paulo. Buscou-se compreender e analisar as percepções de seus moradores, principalmente no tocante ao contraste social e econômico entre a comunidade e o bairro. Para alcançar este objetivo, um trabalho etnográfico foi realizado, com visitas à comunidade, observações de campo, além de diversas entrevistas feitas com moradores, em conjunto de um diálogo perene com a liderança da comunidade. A pesquisa focou na formação de um senso-comum e opiniões dos moradores, e as constituições externas que formavam o habitus destes moradores, se apoiando nas teorias de Antonio Gramsci e Pierre Bourdieu para a análise das mesmas. Foi identificado uma complexidade resultante da inserção da comunidade em um bairro nobre, mostrada através das percepções dos moradores sobre sua realidade que apresentaram contradições e conhecimentos daquela população, junto com perspectivas positivas e negativas de morar ali e no bairro.Item O “baile” como disputa de territorialidade: o funk como agente do direito à cidade(2025) Brito, Carla Monize AlmeidaEste artigo se dispõe a fazer o debate sobre o funk como uma prática cultural que transcende a música e se afirma como forma de resistência social, política e territorial nas periferias urbanas. Visto que ao ocupar ruas, praças e vielas, os bailes constroem identidades juvenis, fortalecem vínculos comunitários e reivindicam o direito à cidade enquanto apropriação simbólica e política do espaço urbano. A análise busca evidenciar a inventividade periférica na criação de sociabilidades, circuitos econômicos próprios e estratégias de autoproteção cultural, mesmo diante de políticas urbanas que reforçam a segregação e criminalizam manifestações culturais. Além disso, o artigo discute como o funk configura-se como fenômeno multifacetado que desafia estigmas, amplia formas de participação cidadã e aponta para a necessidade de políticas públicas que reconheçam e valorizem práticas culturais periféricasItem Agroecologia, substantitvo feminino: o espaço das mulheres nas hortas urbanas em terrenos ocupados nas periferias de São Paulo(2025) Borba, Mariana Lustoza da SilvaExiste uma lacuna de dados nas investigações focadas no espaço urbano da cidade de São Paulo quando pensamos a catalogação, mapeamento temático e registros sistematizados a respeito da territorialidade das hortas urbanas periféricas na cidade de São Paulo. Ao pensar nos terrenos devolutos ocupados com objetivo de ali estabelecer produções agroecológicas, é notória a primazia do trabalho das mulheres, quando inseridas em movimentos sociais, no trabalho junto à terra. Ao entender estes estabelecimentos produtores de alimentos como expressão de um pensamento social amplo que busca, entre outras motivações, o direito ao bem-viver, à soberania alimentar, à autonomia territorial e o direito à cidade, interpretaremos os fenômenos e processos à luz dos conceitos de espaço relacional, espaço generificado e sumak kawsay para catalogar e mapear as hortas urbanas populares e comunitárias a fim de compreender as territorialidades de cada horta comunitária, o reconhecimento como espaço produtivo de alimentos, os potenciais pedagógicos e andragógicos mediados pelo pensamento educativo presente nos processos de existência das hortas, bem como as práticas de gestão ambiental, autogestão e economia popular praticadas e lideradas pelas mulheres nestes locais férteis em ações, que funcionam no sentido contrário de um espaço urbano cada vez mais impermeabilizado, excludente e vertical.