Economia como palanque invisível: o referendo político nas eleições brasileiras

Resumo

Este estudo investiga como variáveis macroeconômicas e a percepção econômica influenciaram o comportamento do eleitor nas eleições presidenciais e estaduais no Brasil em 2010, 2014 e 2018, testando a teoria do voto econômico. Através de um modelo multinível e logística, foram analisados dados de 17 estados. Constatou-se que, apesar das variáveis macroeconômicas não penalizarem ou recompensarem o incumbente à presidência, a percepção econômica influenciou fortemente o voto em 2010 e 2014. Em 2018, contudo, fatores identitários prevaleceram sobre as considerações econômicas, evidenciando uma mudança para uma abordagem ideológica no voto. Nota-se que os governadores não foram penalizados pelo desempenho econômico, indicando assim uma centralização da responsabilidade na presidência Conclui-se que a decisão eleitoral brasileira é guiada pela percepção geral da economia e não por indicadores econômicos específicos, contudo, recomenda-se integrar em modelos futuros questões ideológicas e identitárias a partir da eleição geral de 2018.


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