GT 04 - Estado, desenvolvimento e sustentabilidade

Navegar

Submissões Recentes

Agora exibindo 1 - 2 de 2
  • Item
    Da várzea à soberania: o futebol de várzea como potência para articular economia popular, identidade nacional e desenvolvimento
    (2025) Brito, Carla Monize Almeida
    O seguinte artigo propõe fazer uma discussão acerca do futebol de várzea como uma prática social que ultrapassa a dimensão esportiva ao articular economia popular, organização comunitária e resistência cultural nas periferias urbanas. Longe de se restringirem ao lazer, os campos de várzea funcionam como espaços de sociabilidade, aprendizagem, produção de identidades e exercício concreto da cidadania, mobilizando recursos coletivos e fortalecendo redes de solidariedade. À luz de autores como Furtado (2000), Sachs (2008), Santos (1996) e Lefebvre (2001), evidencia-se que a várzea opera como alternativa territorial e cultural ao modelo neoliberal excludente, promovendo autogestão, circulação econômica local e inovação social. Exemplos como o time da Marcone e a Fundão demonstram como iniciativas comunitárias integram identidade, economia e pertencimento, tornando o futebol de várzea um vetor de desenvolvimento local e soberania popular. Assim, compreender a várzea é reconhecer seu papel central como instrumento de inclusão social e transformação nos territórios periféricos.
  • Item
    Entre a organicidade e o mercado: uma análise crítica da atuação socioambiental da Embasa
    (2025) Ávila, Yuri Pacheco
    O trabalho analisa criticamente a trajetória socioambiental da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) a partir de seus relatórios de sustentabilidade de 2009, 2014 e 2024. O estudo mapeia a evolução da atuação socioambiental da companhia, que hoje consolida a pauta ESG (Environmental, Social, and Governance) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como eixos centrais de sua estratégia corporativa, alinhada às demandas do mercado financeiro para captação de recursos e universalização dos serviços. A hipótese central é que a Embasa transicionou de uma fase orgânica, caracterizada por práticas heroicas e pouco vinculadas ao mercado, para uma fase mercadológica, marcada por gestão rotinizada, quantitativa e orientada à consolidação de métricas e fortalecimento da imagem institucional. A análise evidencia como a integração entre sustentabilidade, finanças e governança pode reforçar a legitimidade corporativa, ao mesmo tempo em que tensiona os sentidos do desenvolvimento sustentável no setor de saneamento. O estudo contribui para o debate sobre o papel das estatais na articulação entre Estado, sociedade e mercado, em contexto de crescente demanda por transparência e responsabilidade socioambiental.

Desenvolvido por

Logo Acervos Digitais